Uma feliz coincidência 

Estou na ilha do Maio, ilha que viu nascer e crescer o Edy Walter Tavares Veiga, a escrever este post para parabenizar o nosso campeão, mais um!!!  Continuar a ler

Defesa de Honra

Tenho sido sucessivamente alvo de um ataque perpetuado por sites e páginas do Facebook anónimas que tentam passar a narrativa de que estou envolvido em nomeação de familiares meus para a Administração Pública. Por estes ataques terem sido, até agora, anónimos, não tinha prestado nenhum esclarecimento nem elaborado uma defesa. Mas, na última sessão do Parlamento de Cabo Verde, a líder da Bancada Parlamentar do PAICV decidiu assumir a maternidade dos ataques e o formalizou, ao microfone da Assembleia Nacional. Assim, ao abrigo do artº 114, exerci a defesa que partilho aqui com todos

Debate sobre o (des)emprego: os inusitados outputs

http://www.expressodasilhas.sapo.cv/opiniao/item/52755-editorial-inactivos-relutantes
DEBATE SOBRE O (DES)EMPREGO: Partilho este brilhante editorial do Expresso das Ilhas para ajudar as pessoas a entenderem o porquê da incongruência normalmente gerada pelos nossos dados do (des)emprego, pois os outputs produzidos contrariam toda a lógica econômica. Em 2016 os dados diziam que existe paralelismo entre um crescimento econômico de 3,9% do PIB e o crescimento do desemprego, em 2015 eles tinham nos dito que um crescimento rasteiro do PIB de 1,1% tinha tido um forte impacto na redução do desemprego. Mas os nossos dados têm tido também a proeza de associar emprego com pobreza, pois são nos Municípios com maior índice de pobreza onde encontramos as mais baixas taxas de desemprego, muitas vezes de um dígito.
A questão central está na população “declarada” inactiva que, consequentemente, deixa de ser desempregada: quando temos jovens, em plena força de trabalho, declarado como população inactiva pelo simples facto de não terem procurado activamente trabalho nas últimas 4 semanas, temos um problema enorme. Quando temos jovens que não procuram trabalho porque efectivamente não têm esperança de o encontrar e, desta forma, são eliminados da estatística do desemprego, temos sim um problema ainda maior. Os nossos dados não retratam o perfil do nosso mercado laboral. E isto serviu, convenientemente, durante anos, um determinado propósito político de, sob a desculpa da comparabilidade dos dados, maquilhar os dados do desemprego passando a narrativa da normalidade quando comparados com os dados de países ocidentais.
Como temos dito ao longo de vários anos, o problema está na METODOLOGIA, ou melhor na sua aplicação, pois ela está concebida para realidades com mercado laboral “controlado”, ou regulado. Realidades onde o desempregado é acompanhado e é estimulado a procurar trabalho. Em Portugal por exemplo, para se receber o subsídio de desemprego, o desempregado tem de fazer prova “da procura activa de trabalho”. Ou seja, existe consequência de se ser activo ou inactivo.

Existe uma Clausula na metodologia que aborda a questão da sua aplicação em realidades similares à nossa (sem “controlo” dos desempregados) que suspende a aplicação de duas alíneas da metodologia. Assim, por forma a termos dados que efectivamente tenham lógica e coerência Economica, mas que sobretudo tenham respaldo na realidade vivida de Cabo Verde, instamos a INE a rever a aplicação da metodologia. Pois só assim estaremos a produzir dados estatísticos objectivos, realistas e com utilidade.

Não poderia terminar sem reiterar que efectivamente, à luz da aplicação “cega” da metodologia uma indução de esperança e confiança terá a inusitada consequência de aumento do desemprego, pois tira pessoas da “inactividade” para os transformar em “activos” desempregados.

Uma coisa é certa, este governo conseguiu atacar o cerne da questão, os inactivos (jovens sem esperança) e conseguiu a sua redução em cerca de 18 mil, e isso é trabalho.

Nem assim vou parar

nem assim vou parar

A nossa política e um pouco por todo o mundo tem sido marcado pela prática (as vezes com razão e muitas vezes nem por isso) de elevar o político à condição de “saco de pancada” e sempre que surge uma polémica, a intensidade das pancadas aumenta de ritmo. A isso estamos habituados! Mas tenho profundas dificuldades em perceber a orientação que todo o frenesim gerado à volta do caso #novobanco tomou, onde se tenta meter no mesmo saco (de pancada) aqueles que estão a tentar fiscalizar e perceber o que se passou, com aqueles que decidiram,e geriram deficientemente a instituição. Continuar a ler

Novo Banco: Audição conjunta

http://www.rtc.cv/tcv/index.php?paginas=47&id_cod=56362

As audições no âmbito do processo Novo Banco vão ser conjuntas, entre a CEEAOT (Comissão Especializada de Economia Ambiente e Ordenamento do Território), conjuntamente com a CEFO (Comissão Especializada de Finanças e Orçamento). Vamos proceder à audição a todos os interveniente do processo Novo Banco, desde a criação, a gestão e, agora, a resolução.

Audição Novo Banco

http://www.rtc.cv/tcv/index.php?paginas=47&id_cod=56256

No dia 13/03, a CEEAOT (Comissão Permanente de Economia, Ambiente e Ordenamento do Território) esteve reunida para analisar a deliberação do Banco Central para a resolução de parte da actividade do Novo Banco, uma medida que acarreta um potencial de perdas para os Cabo-Verdianos que poderá ascender aos 2 milhões de contos, entre investimentos efectuados por empresas públicas (IFH, Caixa Económica, INPS, Correios e o Próprio Tesouro do Estado) no capital do Banco, mas também em depósitos e garantias atribuídas.

A Comissão deliberou a audição a todos os envolvidos em todo o ciclo de vida do Banco, desde a sua criação, gestão e, agora, o encerramento. Vamos também ouvir o Banco Central, os Ficais e Empresa de Auditoria, bem como os trabalhadores.